terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Réveillon



Olá, pessoal. Hoje vou contar como foi nosso réveillon. Estávamos absolutamente sem planos até meados de dezembro. Sim, como a maioria dos brasileiros, deixamos tudo pra última hora.
Quando o dia foi se aproximando, alguns amigos pediram para passar a virada conosco. Foi ótimo, porque eles agregaram animação nesse momento tão especial. Na verdade, meu marido costuma ficar levemente deprimido em épocas festivas. E com o apoio de amigos, tudo fica bem mais fácil.
A verdade é que não fomos muito criativos em 31 de dezembro. Tivemos a ideia “inusitada” de ir até a praia para assistir os fogos. Claro que chegando lá nos deparamos com metade da população brasileira.
Meu marido costuma brincar e dizer que se houvesse uma Tisunami na virada, não ia sobrar ninguém pra contar a história. Mas, mesmo assim resolvemos encarar o engarrafamento, o caos, só pra assistir fogos com aquela multidão.
Foi de fato bem animado. Pena que começou a ameaçar uma chuva, que nos fez dispersar pouco antes do inicio dos fogos. Não que sejamos feitos de açúcar. Mas, o vento forte e uma possível dilúvio que estava por vir, poderia alagar tudo e nos fazer ter que literalmente virar o dia na rua.
Voltamos correndo pra casa e terminamos vendo os fogos em casa. Mas, foi muito bom e animado. O clima de festa, boa música, comidinha especial, amigos.... tudo de primeira.
O vizinho também estava animado em casa e havia chamado uma galera enorme. Enfim, não faltou tumulto até mesmo em casa. Abrimos um champagne (coisa que nunca fazemos) que um dos amigos nos trouxe. E dessa vez não exageramos na comida como em anos anteriores.
Foi perfeito, e só ficou ainda melhor no dia seguinte, quando pegamos uma piscina com amigos, ouvindo boa música (Rock australiano anos 80 – cá entre nós eu preferia sertanejo universitário, mas meu marido...  e comemorando o fim desse terrível ano de crise com amigos.
Alías, 2016 já vai tarde. Deus me livre. Que ano ruizinho! Acho que só o Temer comemorou de verdade esse ano. Pra nós, simples mortais, que precisamos trabalhar... e digo “trabalhar” porque esses políticos não sabem o que é isso. Eles estragam o país e nós é que pagamos a conta.
Mas, deixemos os problemas de lado e voltemos a falar de coisas agradáveis. Em 2017 queríamos combinar com um casal e um solteiro pra fazer uma festinha legal entre nós. Continuamos esperando boas propostas. Os custos terão que ser rachados.
As casas que vimos em maricá estão caras (como tudo nesse país). Mas vamos continuar procurando. Beijos a todos.

Cotidiano do casal

    Olá pessoal. Pra quem ainda não me conhece, sou a sra.Cuckfreedom e tenho um canal no You Tube (que disponibilizamos em outros posts). Estivemos surpresos com a aceitação e a atenção que o canal despertou nas pessoas. Na verdade, achávamos que éramos pessoas incomuns e estamos vendo a cada dia que passa que existem milhares de pessoas que pensam como a gente. 
Bem, hoje vou falar de algo que me aproxima ainda mais das pessoas com quem mantenho conversas virtuais seja pelo canal do you tube, por aqui ou qualquer outro meio. O dia a dia de comportada. 
Sim, preciso dizer isso, porque quem não pensa como a gente, os caretas, acham  que pessoas como a gente vivem uma vida de luxúria, constantemente imersos em promiscuidade. Isso não é verdade. 
Na verdade, na maior parte do tempo, eu e meu marido somos pessoas absolutamente normais, mergulhadas na família, no trabalho e nas relações de amizade (que não são amizades liberais). 
Tudo o que expomos da nossa vida que tanto choca muitas pessoas, representa menos de 1% do nosso tempo investido. E por isso mesmo, me sinto no direito de dizer que sou uma pessoas absolutamente simples e comum. Assim como o meu marido também é. 
Ando pela casa com roupa larga, sem nenhum glamour ou sensualidade. Meu marido anda de barba mal feita e camisa rasgada. Não temos a condição financeira que sonhamos, mas também não estamos atravessando enormes dificuldades financeiras, graças a Deus. 
Somos comuns. Cozinhamos, andamos pela praia, passeamos com a família, assistimos televisão, ouvimos música, adoramos praia, churrasco. E não vivemos pensando no mundo liberal. De vez em quando, meu marido resolve postar no blog dele, escrever o livro que está escrevendo e eu posto no meu e gravo meus vídeos. Mas isso é praticamente nada, perto da imensidão que é a nossa vida. 
Talvez, se tivéssemos optado por não ter filhos, ou se levássemos uma vida um pouco diferente, poderíamos mergulhar mais a fundo no mundo liberal. Mas, não é o caso.
Não temos cachorro. Não gostamos, e respeitamos quem goste. Nossa média de saídas liberais tem sido muito baixa, em torno de 3 ou 4 por ano. Certamente que existem pessoas caretas que saem mais vezes que nós para traírem seus cônjuges. 
Gostamos de plantas, eu curto ter uma horta. Meu marido curte palmeiras. Ele gosta de futebol, mas não é fanático. Quase não assiste por falta de tempo. Eu adoro assistir programas de culinária. Adoro experimentar novas receitas. 
Por conta da violência, evitamos sair muito de casa. Além disso, nossos carros velhos atrapalham nossas idas em locais muito longe. Por isso, preferimos pessoas que morem perto ou que possam vir até nós. 
Evitamos pegar o Sol forte de meio dia. Malhamos um pouco, mas nada muito exagerado. Nos alimentamos de forma razoável. 
Meu marido bebe a cervejinha dele e eu prefiro um suco. Sonhamos viver dias melhores financeiros, acredito que como a maioria. Mas esse país está cada dia mais difícil para ser vivido por pessoas honestas. 
Então é isso, espero ter ajudado um pouco mais quem procura entender como é o nosso dia a dia. E um pouco de como somos. 
Um beijo no coração de todos vocês.