terça-feira, 27 de junho de 2017

Ciúme: o que fazer?



 


Olá, pessoal. Hoje eu vou falar de um assunto que não deveria ser um problema nas relações liberais: o ciúme. Desde adolescente, posso dizer que sempre fui uma menina mais atrevida e livre de pensamento. Sou santinha do “pau oco”, falsa tímida, sonsa, e tudo o mais que uma menina com carinha de anjo, mas muito sapeca, pode ser chamada.
Mas, desde cedo sofri muito com os ciúmes do meu ex namorado. Ele era completamente descontrolado com relação ao ciúme que sentia. Eu nem sequer podia vestir minha sainha e meio de normalista, porque ele já surtava de ódio com os olhares que eu despertava nos outros homens.
Muitos anos se passaram até que um dia conseguisse finalmente um marido maravilhoso que me libera pra sair com quem eu quiser, e ainda é compreensivo e me dá carinhos quando chego em casa após uma longa noite de sexo selvagem com meu amante.
Sim, escrevendo assim, até parece coisa de cinema. Uma vida de pop star... saindo com o homem que eu quero e tendo um marido limpinho, e apaixonado em casa, só me esperando. É o sonho de toda mulher. Ou pelo menos, deveria ser.
Mas, nem tudo são maravilhas na terra de Alice. Quando finalmente achei que havia me livrado do tal do ciúme, eis que meu amante, que diga-se de passagem é casado e não gosta de liberar a esposa dele, demonstrou ter ciúmes de mim.
E que situação curiosa e inusitada. Meu marido gostando de levar chifre. E meu amante com ciúmes por eu ser uma mulher mais “liberada”. Pois é, meninas, quem poderia imaginar? Essa vida é realmente uma caixinha de surpresas.
Enfim, o que me resta é tentar aproveitar esses meus dois homens da melhor forma possível sem que nada atrapalhe nosso prazer. Mas, fico imaginando quantas Hotwives devem passar por situação semelhante? Será normal que no casamento Cuckold o amante seja mais ciumento que o marido? Posso estar errada, mas imagino que eu não seja a única a perceber uma postura possessiva maior no amante do que no marido.  
Da minha parte, também confesso meu ciúme. Recentemente meu marido pede que procuremos uma namoradinha fixa pra nós dois. Como sabem, eu sou bi passiva, e já tive algumas experiências com outras mulheres. Diria que foram até boas experiências.
Mas, claro que essa proposta me tira da zona de conforto. Afinal, eu, que estou acostumada a aprontar e ter a segurança de ter um marido em casa limpinho, sem fazer nada com ninguém; terei que começar a me acostumar com a ideia de dividir ele com outra.
Entretanto, não pensem que isso será um obstáculo para mim. Tenho ciúme racional do meu marido, assim como tenho ciúme racional do meu amante. Gostaria que eles fossem apenas meus. Mas, por outro lado, sou madura o suficiente pra aceitar uma namorada e até achar que pode ser bastante proveitoso para todos.
Acho que ser liberal é algo maior. Transcende regras, sentimento de posse, ou qualquer outra paranoia que surja na nossa cabeça. O segredo é o foco que devemos dar nos bons resultados de cada experiência. O prazer sem culpa ou desconfiança.
Então é isso, meninas. Usem o espaço dos comentários pra falar um pouco de vocês. Se o amante é mais ciumento que o marido; se vocês topariam uma namoradinha fixa como o meu marido está propondo e também pra contar suas experiências. Foi um prazer. Beijo a todos.  

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Ele quer ser corno? Então aproveite, menina!




Olá, meninas. Depois de um bom tempo sem escrever por aqui, finalmente volto com essa postagem. Possivelmente, não é uma volta definitiva e terei meu marido escrevendo aqui nesse blog como um apoio. Peço desculpas, mas ando realmente muito atarefada.
Hoje, irei falar um pouco do começo do fetiche Cuckold em nossa relação. Para muitas pessoas, pode ser que fique a imagem errada de que sou uma devassa, promíscua, super avançada, e que não sou referência para ninguém pois tudo aconteceu de forma muito fácil comigo.
Mas, a verdade não é bem essa. Sou uma pessoa normal como todas vocês que leem o meu blog. Quando comecei a namorar meu marido, nunca havia imaginado sequer que existia um mundo liberal. Estava acostumada a ter namorados convencionais e alguns até extremamente ciumentos. A ideia de poder me relacionar fora do casamento com o consentimento do meu marido certamente me parecia um devaneio, sem qualquer coerência ou aplicabilidade.
Pensava eu: “Que marido em sã consciência iria aceitar uma coisa dessas?”. Mas, pra ser mais exata, nem isso eu pensava, já que uma ideia assim nem sequer chegava ao meu conhecimento. O que quero dizer com tudo isso, é que eu era totalmente “inocente” quando conheci meu marido.
E foi justo nesse começo que ele começou a trabalhar a minha cabeça. Com extrema vergonha de assumir seu fetiche em me ver com outros homens, meu marido começou sugerindo “troca de casal”, por ser uma prática que eu poderia compreender mais facilmente e porque não arriscaria prejudicar a imagem dele de “homem da relação”.
Ele propôs o Swing porque tinha vergonha de expor abertamente sua verdadeira vontade. E eu, me interessei pela proposta, porque nela eu teria oportunidade de experimentar outros homens fora da relação, mesmo que me custasse ter que aceitar meu marido com outras mulheres.
Ou seja, por vergonha, não ficamos bem conversados. Começamos tentando fazer troca de casal, quando nem ele e nem eu queríamos exatamente isso. O que ambos queríamos era homem na nossa relação. Mas, não foi assim que começamos.
Então, tivemos sim, alguns encontros sem muito sucesso. Aconteceu algumas vezes, de meu marido parar de transar com a outra menina, pra ficar me assistindo ter prazer com o marido dela. E isso causou algum constrangimento para todos. O Swing não era o caminho natural pra gente. E não demorou para enxergarmos isso e nos direcionarmos ao caminho mais adequado: o Cuckold.
Hoje em dia, meu marido ainda tem vontade de sair com casal ou mulheres. Mas, isso não faz com que ele deixe de ser em sua essência um marido cuckold. Eu deixo claro que não tenho desejo de vê-lo com outras mulheres, mas sou bem madura e honesta ao afirmar que sou capaz de permitir isso.
Mas, olhando pra trás, é interessante perceber quanto tempo perdemos por ficarmos com vergonha. Ele com medo do que eu poderia pensar. E eu com medo de assumir que queria outros homens. Não quero deixar nenhuma esposa com inveja, pelo contrário, espero poder ajuda-las nessa fase de transição. Mas o fato é que é delicioso ter um marido cuckold.
Vez ou outra, alguma esposa me escreve desabafando o quanto está confusa com toda a proposta. É muito comum abrir minha caixa de email e me deparar com o desabafo da esposa que não sabe o que fazer diante de um marido que lhe implora pra ser “corno”.
Minha resposta costuma ser taxativa: “Seu marido quer ser corno?? O que você está esperando, menina?” É bem por aí mesmo. Como pode uma proposta dessa deixar alguma mulher em dúvida? Dúvida de que? Do amor sincero do seu marido? Da sua própria capacidade de continuar amando ele, mesmo estando com outros homens?
Sabemos que é normal entrar em choque e pensar todo tipo de coisa quando o homem da sua vida te confessa que deseja ardentemente que a gente transe com outro homem. Ainda mais, quando não temos qualquer conhecimento do mundo liberal, como era o meu caso, e imagino, seja o da maioria das mulheres.
Mas, apesar de todos os medos, e da confusão mental que pode tomar conta da gente, a verdade é que refletindo de maneira fria e racional, não há como uma proposta de torna-la oficialmente livre ser prejudicial à relação marido e mulher. É só uma questão de entender que o marido que propõe algo assim, é um marido que não tem dúvidas sobre a solidez da relação e do sentimento forte de um pelo outro. De forma contrária, um homem inseguro jamais faria uma proposta dessas.
Então, por isso estou escrevendo essa postagem. Para que muitas mulheres confusas, indecisas, chocadas com o fetiche, possam se espelhar em mim, que já passei por tudo isso, superei e hoje desfruto de um casamento feliz, forte, com muito amor sim... e uma vida repleta de aventuras fora desse casamento.
Isso pra não falar das possibilidades muitas que se abrem. Ménage, Poliamor, troca de casal, e tudo o mais que o casal se permitir experimentar. Imagine o poder que é você ser casadinha e ainda assim, poder reviver a época em que saía com as amigas pra balada? São alguns dos muitos prazeres que não serão negados à você, só porque decidiu se casar.
Gente,  pode parecer frase feita, mas: Mulher casada não é mulher morta. Podemos sim sair com outros homens e nos mantermos firmes, felizes e com muito amor no casamento. Não tenho dúvidas de que sou mais completa e feliz no meu casamento atual, com um marido cuckold eternamente apaixonado por mim, do que nas minhas relações anteriores, em que eu não podia nem vestir uma saia mais justa, sem causar uma briga por ciúmes.
Sei que isso pode parecer muito radical pra quem está começando a cogitar entrar nesse mundo, mas no meu caso, meu marido me libera pra sair sozinha.. e pasmem, queridas: ele me autoriza até a ter envolvimento afetivo com meus “rolinhos”. Isso mesmo... quase um Poliamor. Só que só da minha parte, né? Eu não sou tão evoluída quanto ele... e prefiro ele fiel.
Algumas de vocês podem pensar: “Coitadinho desse marido! A esposa faz e acontece, e ele tem que ficar fielzinho em casa.” Pode até ser verdade. Mas, não podemos esquecer que 1 – Foi assim que ele mesmo pediu pra ser, 2 – Ele morre de tesão nisso tudo e 3 – Eu não proíbo ele de ter outras. Eu apenas prefiro que não tenha. E, nesses últimos 10 anos.. ele realmente não tem outra mulher.
Isso é outra coisa que poucas mulheres podem falar de seus maridos... o marido cuckold é o homem mais honesto e fiel da face da terra. Ele não tem motivos pra mentir. E nós, esposas, viramos as rainhas super poderosas por quem eles são completamente apaixonados, e não conseguem tirar os olhos da gente. Meninas, a sensação de poder total sobre o seu homem... é tudo de bom!
É isso que tenho pra dizer, e espero sim, que todas vocês clareiem suas ideias, sejam muito felizes, desfrutem de muito prazer, e principalmente, não deixem de viver coisas tão boas, e de criar um laço de cumplicidade eterna com o marido de vocês só porque acham tudo isso muito estranho, louco, ou porque morrem de medo do que isso possa fazer com o casamento de vocês.
Acho que é como o meu marido sempre fala: “A vida é curta e rápida demais, pra ficarmos deixando que o medo ou as outras pessoas dificultem a nossa felicidade.” Ninguém realmente merece que você desperdice sua vida. Não dê satisfação do que deseja. Faça! Se não gostar, volte atrás. Mas nunca deixe de fazer por medo ou por outras pessoas. Ou, o tempo vai te cobrar isso um dia. Bjs a todos.


quinta-feira, 8 de junho de 2017

Quem deve pagar a conta do motel?




Olá, pessoal, esses dias, uma leitora nos escreveu fazendo uma pergunta que achamos interessante. Inspirados na mensagem que recebemos resolvemos construir essa postagem. Basicamente, essa leitora se viu no dilema sobre quem deve pagar a conta do motel.
Segundo a leitora, num primeiro momento, o casal costumava sair junto para os encontros com o amante. Nesses encontros a três, a despesa do motel era rachada ao meio entre marido e amante. Mas, a dúvida começou a surgir a partir do momento em que o marido decidiu permitir que a esposa passasse a sair sozinha com o amante para o motel.


Nesse caso, a leitora dividiu conosco sua dúvida: Afinal, quem deveria pagar a conta do motel? O amante? O marido? Meio a meio? Nos pareceu uma questão interessante de ser discutida e provavelmente suscite alguma controvérsia para vocês leitores. Isso porque não existe uma resposta absolutamente certa. Cada casal faz de acordo com suas convicções e características.
No nosso caso em particular, quando minha esposa sai com o amante na minha presença, costumamos oferecer nossa metade do pagamento. Já tivemos amantes muito educados que rejeitaram nossa parte e assumiram o pagamento integral, mesmo com a minha presença. O que achamos uma postura de muito bom tom.
Por outro lado, quando libero a minha esposa pra sair sozinha com o namorado, fica claro que será ele quem pagará a conta integralmente. Seria descabido minha esposa rachar a conta com ele. E não é muito prático, eu enviar dinheiro por ela. Como o dinheiro meu e de minha esposa é um só (coisa que não acontece com boa parte dos casais), o pagamento feito por minha conta, não deixa de ser também por conta da minha esposa.
Como dá pra perceber, evitamos arcar com esse custo, que não é nada mais justo que o homem convidado banque. Mas claro que o ideal é que tudo seja previamente acordado entre as três pessoas. Com o perdão da redundância, é como diz o ditado: “conversado não sai caro”.
Entretanto, não posso deixar de dizer que, apesar de em nossa prática ser mais comum o pagamento rachado ou o integral do amante, se eu tivesse uma condição financeira melhor, pagaria tudo em qualquer que fosse a situação. E até mesmo quando eu não estivesse presente iria querer pagar.
Imagine aquele casal cuckold em que o marido sustente a esposa e tenha uma boa renda. Estou falando daquele casal que a esposa vira literalmente “madame”. Minha esposa sempre teve esse sonho de virar “madame” seja por minha conta ou do amante. Algo que ainda não aconteceu. Um dia eu ganho na loto.
Mas, brincadeiras à parte, esse casal descrito acima, é o casal perfeito para que todos os pagamentos sejam efetuados pelo marido. Essa forma de proceder reforça a submissão do marido na relação, e ao mesmo tempo elimina qualquer impasse que haja entre quem deve fazer o pagamento.
Isso porque enxergo esse gesto como mais um tempero ao fetiche, que vai ao encontro do prazer na submissão de facilitar de todas as formas o máximo de prazer ao amante e à esposa. Acho sim, que casais com marido cuckold em situação financeira boa, devem arcar com todos os custos, mesmo que o marido nem esteja presente.
Acho que faz parte do fetiche cuckold pensar que é função do marido prover a fêmea emocional e financeiramente, cuidar da família, dar carinho, ajeitar a casa e bancar as necessidades da esposa. Entre essas necessidades, a sexual, que deve ser paga pelo marido integralmente, mesmo sem sua participação.
Apesar de ser a favor dessa postura, reconheço que não é o que acontece conosco, devido ao fato de que não temos condições financeiras para tanto. E também porque nossa renda é absolutamente dividida e compartilhada. Mesmo assim... publicamos essa postagem justamente porque gostaríamos de ouvir a opinião de vocês leitores. Como fazem com a conta de motel? Quando o marido está junto e quando o marido não está... quem deve levar a mão a carteira?
Acreditamos que alguns aspectos muito pessoais devem ser levados em consideração nessa analise. O primeiro deles é justamente a composição de renda do casal. O casal pode ser do tipo que tem as finanças compartilhadas, ou do tipo que separam as contas entre marido e esposa. Existem sim, muitos casais que a esposa nem sequer conhece a renda do marido, e vice e versa.
No caso em que marido e esposa possuem uma renda comum absolutamente compartilhada, o pagamento do marido das contas desses encontros pode não ser uma saída tão estimulante. Afinal, a esposa também estaria pagando essa conta, o que, no nosso entender, perde um pouco da graça do fetiche, já que a esposa sempre é a rainha, no Cuckold. Nesses casos, talvez o melhor seja rachar entre casal e amante; ou ainda deixar o amante pagar tudo integralmente.
Por outro lado, para casais que mantenham as contas separadas entre si, abre-se uma possibilidade mais concreta de o marido passar a arcar com todo o pagamento, justamente para manter a esposa como a rainha.
Um segundo aspecto pode também ser analisado. O casal cuckold que não é adepto À submissão do marido (e não são poucos), possivelmente devam adotar o pagamento rachado entre casal e amante. Isso porque deixar o amante arcar com todo o custo, ou deixar o marido assumir o custo integral são opções que desequilibram a balança de poder entre marido e amante. Qualquer opção de pagamento que não seja meio a meio pode gerar um constrangimento entre homens em que não existe hierarquia, dominação ou submissão.
Essas são algumas ponderações que nos vieram a cabeça, para ajudar a fundamentar nossas opiniões. Mas, o tema é abrangente, complexo, e totalmente discutível. Não temos convicção absoluta de todas as nossas ponderações. E por isso mesmo, deixamos aqui a discussão aberta. Qualquer um que se sinta apto a ajudar a cara leitora dividindo sua opinião... será muito bem vindo.