domingo, 18 de dezembro de 2016

Valores familiares



Devido a nossa opção de vida, recebemos uma carga crítica constante de quem não concorda com nossas escolhas. Claro que respeitamos as diferenças de quem pensa de outra forma.
Por outro lado, precisamos nos defender de ataques que recebemos. Recebemos um questionamento sobre o fato de sermos pais, seguida da acusação de que não temos valores morais para serem passados a nossos filhos.
Acreditamos que seja uma tarefa difícil para quem vive a vida segundo as regras da sociedade conseguir aceitar que pessoas que vivem de forma diferente possam ter bons valores a serem passados aos filhos.
O cerne da questão está justamente na definição de “bons valores”. Afinal, o que é para cada pessoa um “bom valor” a ser passado para as crianças? Que bons exemplos podemos deixar? O que é moral e o que é amoral?
Recebemos perguntas sobre nossa pretensão de transmitir valores liberais para nossos filhos ou não. Existe uma parcela de pré conceito nesse tipo de pergunta. Claro que quem pergunta não consegue entender liberdade sexual como um valor moral decente.
Da nossa parte, tudo o que for referente a educação sexual, acredito que nossa obrigação como pais é transmitir a preocupação com as doenças sexualmente transmissíveis. O resto... não é papel de pai e mãe. É opção de cada um. Não temos valores morais a passar, na medida que não percebemos sexo como um quesito moral e sim como uma atividade prazerosa.
O que temos para passar em termos de valores morais é a honestidade, a preocupação com o próximo, com o meio ambiente, e valorização da família. Não estamos preocupados com essa moralidade que é patrocinada pela sociedade. Essa mesma sociedade que trata com toda honradez a excelência de uma pessoa política e acredita ser moral deixar as pessoas se aglomerarem nas favelas.
Essa mesma sociedade que considera tudo relacionado a sexo como pecaminoso e imoral. Para essa sociedade, com o perdão da palavra, parodiamos Felipe Ret: “meu dedo médio”.

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