domingo, 18 de dezembro de 2016

Valores familiares



Devido a nossa opção de vida, recebemos uma carga crítica constante de quem não concorda com nossas escolhas. Claro que respeitamos as diferenças de quem pensa de outra forma.
Por outro lado, precisamos nos defender de ataques que recebemos. Recebemos um questionamento sobre o fato de sermos pais, seguida da acusação de que não temos valores morais para serem passados a nossos filhos.
Acreditamos que seja uma tarefa difícil para quem vive a vida segundo as regras da sociedade conseguir aceitar que pessoas que vivem de forma diferente possam ter bons valores a serem passados aos filhos.
O cerne da questão está justamente na definição de “bons valores”. Afinal, o que é para cada pessoa um “bom valor” a ser passado para as crianças? Que bons exemplos podemos deixar? O que é moral e o que é amoral?
Recebemos perguntas sobre nossa pretensão de transmitir valores liberais para nossos filhos ou não. Existe uma parcela de pré conceito nesse tipo de pergunta. Claro que quem pergunta não consegue entender liberdade sexual como um valor moral decente.
Da nossa parte, tudo o que for referente a educação sexual, acredito que nossa obrigação como pais é transmitir a preocupação com as doenças sexualmente transmissíveis. O resto... não é papel de pai e mãe. É opção de cada um. Não temos valores morais a passar, na medida que não percebemos sexo como um quesito moral e sim como uma atividade prazerosa.
O que temos para passar em termos de valores morais é a honestidade, a preocupação com o próximo, com o meio ambiente, e valorização da família. Não estamos preocupados com essa moralidade que é patrocinada pela sociedade. Essa mesma sociedade que trata com toda honradez a excelência de uma pessoa política e acredita ser moral deixar as pessoas se aglomerarem nas favelas.
Essa mesma sociedade que considera tudo relacionado a sexo como pecaminoso e imoral. Para essa sociedade, com o perdão da palavra, parodiamos Felipe Ret: “meu dedo médio”.

sábado, 17 de dezembro de 2016

Cumplicidade



Eu e meu marido adoramos assistir séries de televisão juntos. Entre tantas, uma nos chamou a atenção: House of Cards. Primeiro porque é uma série muito bem feita, com uma história inteligente e convincente.
Mas, a história consegue ir além disso e nos coloca numa posição em que somos obrigado a comentar nessa postagem. A palavra chave que procuramos para descrever o que House of Cards mostra é a cumplicidade.
Frank e Claire são um casal de caráter até duvidoso. Em muitos momentos na série, eles deixam transparecer falta de ética e outros defeitos até maiores na personalidade de marido e mulher.
Entretanto, algumas virtudes também são mostradas. Entre elas, destacamos a cumplicidade. Fica claro para quem assiste que Frank e Claire são ambiciosos e até mesmo têm seus interessem postos em direção de colisão.
Mesmo assim, os dois não deixam de ser um bom exemplo do que é um casamento de verdade. O que significa a palavra “matrimônio”. Em teoria, o casamento é um compromisso de “fidelidade”. E é aí que surge nossa pergunta: “O que é fidelidade?”
Para a maioria das pessoas a palavra fidelidade se resume em “ser sexualmente exclusivo do outro”. Para nós, isso não é fidelidade. Isso é “propriedade”. A fidelidade no nosso entendimento tem haver justamente com a cumplicidade total na vida.
Na série, Frank não é sexualmente exclusivo da Claire. E nem ela dele. Mas, ambos são totalmente francos e honestos um com o outro. Claro que existem momentos em que eles entram em atrito. Isso só torna os personagens ainda mais reais. A vida é assim. Ninguém vive o casamento perfeito o tempo todo.
Mas, não há como não admirar a forma como eles lidam um com o outro e a forma como todos os demais estão muito aquém da cumplicidade que eles têm. São parceiros de crime, de segredos, de tudo.
Há uma cena em que Claire tem uma conversa com Zoe (amante de Frank) na casa da amante. E Claire pergunta a amante:
“ – Você acha que eu não sei de vocês?”
Zoe fica cada vez mais perplexa e Claire complementa:
“ – Eu sempre soube de tudo desde o inicio. Você duvida?”
Pessoas comuns ficam realmente estarrecidas diante da possibilidade real de cumplicidade entre marido e mulher. Essas pessoas não estão acostumadas a esse nível de parceria entre duas pessoas. E por isso mesmo, Swing, ménage, Cuckold, e qualquer outro fetiche que envolva honestidade absoluta no casamento é tão chocante.
Na vida real, temos muitos amigos em que a esposa nem sequer sabe quanto o marido ganha de salário. Se eles não são honestos nem quanto a uma coisa simples como o contracheque... quem dirá algo como o sexo?
Acreditamos que a maioria não casou de verdade. Vivem sobre essa formalidade chamada de matrimônio. Mas, não são cúmplices. Não há honestidade na relação. O que há de verdade é uma série de obrigações entre marido e mulher, que se corroem com o tempo. E se enfraquecem cada vez que o sexo deixa de proporcionar o mesmo prazer que antes. A crise dos sete anos nada mais é do que isso.
Vamos deixar claro que não nos colocamos como “o casal perfeito que nunca briga”. Ou nada do tipo “somos melhores do que outros casais”. Mas acreditamos de verdade que muitos conceitos sobre o sucesso no casamento deveriam ser revistos. Até porque, viver por 30 anos juntos não é sinônimo de sucesso, quando o casal vive junto forçado pelas circunstâncias, numa relação recheada de mentiras.
Tivemos o grande prazer de conhecer muitos casais do meio liberal. A grande maioria é formada de pessoas fantásticas com casamentos até mais sólidos do que o nosso. Conhecemos de perto o que são pessoas com parceria real. Admiramos muito todas essas pessoas. E é em homenagem a elas e a coragem que tiveram em suas relações que estamos publicando esse post.  Parabéns, vocês entenderam bem o que é o casamento, e o que é a vida.

domingo, 4 de dezembro de 2016

Meu marido, meu escudo.

Gente, hoje vou explicar aqui pra vocês, em primeira mão, porque sou tão inacessível às pessoas de uma maneira em geral. Muitos casais ou singles pedem whatzap, Skype, telefone ou algum meio de contato. E quando obtém, apenas meu marido é quem conversa.
Imagino que isso realmente frustre quem almeja me conhecer pessoalmente de forma mais simples. Mas, o fato é que meu marido é sim, na verdade, meu escudo.
Quando estávamos começando nossa vida liberal, eu era mais bobinha e inocente. Então, eu fica lá, disponível para conversar livremente com pessoas interessadas. Acabei me aborrecendo muito. Primeiro porque eram pessoas demais puxando assunto ao mesmo tempo (na época era msn) e segundo porque existem muitas pessoas sem noção no meio liberal.
Eu ouvia cantadas de mau gosto, gente escrevendo tudo errado, outras pessoas grosseiras, muitas pessoas que não cabiam em nossas fantasias, e todas me pressionando muito para uma resposta. Aquilo foi se transformando em fonte de estresse. E eu não estava ali pra ficar estressada, muito pelo contrário.
Então, pra evitar maiores aborrecimentos, resolvi passar a bola pro meu marido. Hoje em dia, deixo ele teclar no Skype, no Chat do Sexlog, no Whatzapp ,onde quer que seja. Uma vez que as pessoas sejam filtradas pelo meu marido, aí sim, pode ser que um encontro real em barzinho possa acontecer pra que eu comece a me interessar.
Sem haver esse encontro, combinado por meu marido, honestamente eu não quero saber. Não quero ver fotos, não quero saber da história, não quero saber dos gostos e das fantasias. Pra tudo isso, deixo meu marido ciente do que gosto pra que ele faça o filtro. E ele faz isso muito bem. Já me deu várias provas de saber que tipo de pessoa me agrada. 
Quero que me perdoem e que entendam que não é que eu seja arrogante ou marrenta. O que acontece é que se eu fosse ficar querendo saber de cada pessoa que se aproxima da gente, eu ficar louca com tanta informação. 
Então, não fiquem chateados comigo. Mas só irei realmente querer saber mais detalhes, depois que conhecer pessoalmente. Antes disso, nem sequer sabemos se o perfil com quem teclamos é realmente verdadeiro. E não quero mais perder meu tempo imaginando coisas com quem nem existe.
Peço a compreensão de todos. E recomendo as esposas iniciantes que façam o mesmo que eu: usem seus maridos como escudo. Eles são ótimos para isso, meninas. Acreditem em mim. Bjocas.


quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Confissão Delicada



Pessoal, hoje vou confessar aqui algo muito delicado. Diria que pra muita gente é ainda um tabu, uma barreira instransponível e motivo grande preconceito. Eu mesma, passei muito tempo na minha vida torcendo meu nariz pra quem gosta.
Não é nada do que está pensando. O assunto aqui é o funk. Não vou dizer que sou funkeira de carteirinha e nem que frequento os bailes dessa vida. Mas, de uns tempos pra cá, por influência do meu marido que é um “canalha safado” posso dizer que fui me acostumando e mais recentemente me vi adorando o batidão.
Antigamente, pra agradar meu marido eu fazia strip tease. Hoje em dia, aprendi uns passinhos e quando quero agradar, em vez do antigo strip eu danço um funkzinho básico só pra levar ele ao delírio. Nada demais. Não faço quadradinho não. Só o básico. Mas o efeito nos homens é devastador.
Aqui vai o TOP 20 funks que mais gostamos (Muitos bem antigos):

1 – Koringa – Noite do Prazer
2 – Leozinho – Ela só pensa em beijar
3 – David Bolado – Ela não para de dançar
4 – Henrico – Deixa eu te provar
5 – Koringa – Ela tem o Dom
6 – Marcinho – Pernão Sarado (Bota o tambor pra tocar)
7 – Leozinho – Só Zueira
8 – Robinho da Prata – Copo de vinho
9 – Ludmilla – Te ensinei Certin
10 – Pikeno & Menor – Toda Toda
11 – Ombrinho – Zero de Gordura
12 – Bola & Mr.Catra – Soltinha
13 – Koringa – Kika no calcanhar
14 – Marcinho – Não para não
15 – Ludmilla – Sem Querer
16 – Dennis DJ & Buchecha - Santinha
17 – Koringa – Pra me provocar
18 – Leozinho – Delírio tropical
19 – Koringa – Mais
20 – Duduzinho - Paradinha