quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Ciumenta eu?

Gente, estou sendo acusada de ser injusta com meu marido. Dizem que sou uma megera, mandona, que não deixa espaço para o meu marido se aventurar e que vive a vida ao seu jeito, impondo minhas condições unilateralmente ao meu marido. 
Pois bem, quero usar esse post para me defender. Se eu sou dominadora? Sim. Se eu sou ciumenta? Sim. Se eu sou egoísta e injusta? Não. Deixa eu explicar melhor. Tudo no meu casamento é feito de comum acordo, sem que ninguém saia se sentindo prejudicado. 
Entrei em acordo com meu marido, que é muito bom pra ele também. Eu sou livre pra ter meus casos fora do casamento. Faço isso porque gosto e sinto a necessidade mesmo de ter outro homem na minha vida.
Já no caso do meu marido, sua necessidade até existe. Mas é menor. Ele consegue ser fiel a mim, sem que isso seja tão complicado pra ele. 
Além disso, eu não fico perfeitamente confortável com a ideia dele ter outra mulher. Já ele, morre de tesão com a ideia de eu ter outro homem. Não é que ele permita que eu saia com outro. Nada disso. Ele incentiva, e chega a querer que eu tenha outro homem.
Então, diante de necessidades tão diferentes, nada mais justo que eu seja totalmente liberada. Já ele, precise de um pouco mais de restrição. Eu já deixei ele sair com mulher e com casal. Não é a regra. Mas, sou perfeitamente capaz de superar meu ciúme e deixar ele livre também. 
A única coisa que acontece é que no caso dele, tudo precisa ser bem esclarecido antes. Quero saber com quem ele pretende sair, ver se eu realmente vou deixar, e a qualquer momento, me sinto no direito de mudar de ideia e pedir que ele pare de sair. 
Em geral, ele praticamente não sai com ninguém. Ele é mais quietinho mesmo na dele. Mas, deixo aberta sim a possibilidade dele sair. Mesmo que isso não seja o que procuro. Sou madura o suficiente pra respeitar o espaço dele. 
Portanto, nosso relação é desigual? Sim. Ela é injusta? Não. Como já dizia Rui Barbosa: "Justo é tratar os iguais de forma igual e os desiguais, de forma desigual". 

Nenhum comentário:

Postar um comentário